O juiz federal Alvin Hellerstein, da Justiça dos Estados Unidos, rejeitou na última quinta-feira, 26, um pedido de arquivamento imediato do processo contra Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela. Durante a segunda audiência do caso, realizada em Manhattan, Nova York, Hellerstein expressou dúvidas sobre a justificativa de segurança nacional apresentada pelo governo para bloquear o acesso a fundos destinados à defesa de Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
O magistrado afirmou que não vê uma ameaça atual que justifique a manutenção do bloqueio aos recursos do governo venezuelano, especialmente considerando que Maduro e Flores já se encontram sob custódia nos Estados Unidos, não representando um risco adicional. A defesa argumentou que o casal não possui meios para arcar com os custos legais e que o Estado venezuelano deveria ser responsável pelas despesas, uma vez que Maduro teria “interesse de propriedade” nos fundos que estão bloqueados.
Em resposta, o Ministério Público Americano acusou Maduro e Flores de terem “saqueado a riqueza da Venezuela” e defendeu que liberar quaisquer recursos violaria as sanções impostas por Washington. O procurador Kyle Wirshba afirmou que os réus somente poderiam utilizar fundos pessoais que não fossem afetados por estas sanções.
Hellerstein prometeu uma decisão em breve sobre a possibilidade de autorizar o pagamento da defesa com os recursos venezuelanos, enfatizando que o processo não será suspenso devido a essa disputa financeira. Fora do tribunal, venezuelanos residentes em Nova York demonstraram em apoio à punição severa contra Maduro e Cilia, refletindo o sentimento da comunidade em relação ao ex-ditador. Este caso acontece quase três meses após a captura de Maduro em uma operação militar americana na Venezuela, onde ele e sua esposa estão detidos em um centro prisional de segurança máxima no Brooklyn, enfrentando acusações de tráfico de drogas.
Fonte: Oeste







