O preço do feijão carioca apresentou um aumento significativo, com uma alta de 19,69% nos últimos 12 meses, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado na última quinta-feira (26). Este aumento é reflexo da menor safra e dos estoques reduzidos, que geram um cenário de alta demanda. Somente em fevereiro, o preço do feijão já havia subido aproximadamente 11%, tanto no mês quanto no acumulado de 12 meses. O preço pago ao produtor teve um aumento de 29,3% entre janeiro e fevereiro, o que representa o maior nível já registrado na série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A atual safra de feijão é a menor em quatro anos, totalizando 2,92 milhões de toneladas, enquanto a oferta combinada de estoques iniciais e importações está em seu nível mais baixo em uma década, cerca de 3,07 milhões de toneladas. O consumo interno está estimado em 2,7 milhões de toneladas, com exportações previstas de 214,3 mil toneladas. Isso significa que os estoques finais seriam suficientes para apenas três semanas de consumo interno. A escassez é atribuída a condições climáticas desfavoráveis em Minas Gerais e Goiás, que afetaram a qualidade da colheita, além da decisão de alguns produtores de reduzir a área plantada devido a preços baixos no ano anterior. Apesar da atual situação, há expectativas de que o preço comece a cair no segundo semestre, quando a colheita do feijão carioca irrigado ocorrerá, aumentando a oferta no mercado.
Fonte: G1








