O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão polêmica ao proibir o sobrevoo de drones em um raio de 100 metros da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada no Distrito Federal. A medida foi publicada no último sábado, 28, e prevê a prisão em flagrante para aqueles que desrespeitarem essa proibição. Além disso, a Polícia Militar do DF foi autorizada a apreender e até abater drones que forem utilizados para monitorar a área, uma ação que levanta questões sobre o cerceamento da liberdade de imprensa, visto que a decisão foi motivada pelo uso de drones por emissoras que acompanharam a chegada de Bolsonaro à sua residência. Moraes justificou sua decisão ao afirmar que o uso de drones nas proximidades de residências invade o direito à intimidade e à privacidade, além de constituir um risco à integridade física em caso de queda dos aparelhos. Essa decisão ocorre em um contexto em que a emissora Rede Globo já havia utilizado drones para registrar momentos íntimos do ex-presidente, provocando críticas sobre a invasão de privacidade. Jair Bolsonaro está atualmente em prisão domiciliar por 90 dias, após ser hospitalizado com broncopneumonia, e enfrenta restrições severas, incluindo o uso de tornozeleiras eletrônicas e a proibição de interagir nas redes sociais. A decisão de Moraes reflete um padrão de perseguição à direita brasileira, especialmente a Bolsonaro, que continua sendo alvo de ações judiciais que limitam sua liberdade e direitos.
Fonte: Oeste












