A polícia de Israel impediu que o cardeal Pierbattista Pizzaballa e o padre Francesco Ielpo chegassem à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para a celebração da missa de Domingo de Ramos, data que marca o início da Semana Santa no calendário cristão. Segundo o Patriarcado Latino e a Custódia Franciscana da Terra Santa, os religiosos estavam se dirigindo de forma privada, sem qualquer procissão, e afirmaram que respeitaram todas as restrições impostas desde o início do conflito, incluindo o cancelamento de eventos públicos e a limitação de público nas celebrações, que atualmente são transmitidas para fiéis ao redor do mundo. As instituições religiosas qualificaram o episódio como um “grave precedente” e uma ação “manifestamente desproporcional”, ressaltando que a decisão desrespeita a liberdade de culto e o chamado “status quo” dos locais sagrados em Jerusalém. Elas também destacaram a importância da data para bilhões de cristãos durante a Semana Santa. O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, criticou a decisão da polícia, afirmando que a medida é “difícil de entender ou justificar” e que o governo israelense pretende buscar alternativas para permitir as celebrações da Semana Santa. O Domingo de Ramos relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, simbolizando reconhecimento e o início do período que culmina na crucificação e na Páscoa.
Fonte: Oeste












