O presidente do PSD, Gilberto Kassab, deixou claro que não pretende firmar um acordo com o Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições deste ano. Essa posição é reforçada por aliados e interlocutores, que afirmam não haver viabilidade política para tal aliança, considerando-a infundada. Kassab, que recentemente foi secretário de Governo de São Paulo, demonstra um alinhamento discreto com o governador Tarcísio de Freitas, sendo o PSD parte da base do governo paulista, o que lhe garante uma presença significativa em centenas de municípios do Estado.
Essa decisão do PSD representa um obstáculo significativo para o PT em São Paulo, que busca construir um palanque competitivo para as eleições. O presidente do PT, Edinho Silva, já manifestou a intenção de ampliar alianças, mencionando o PSD e o MDB como partidos estratégicos para 2026. No entanto, a resistência do grupo liderado por Kassab limita as opções de composição do PT.
Atualmente, o PSD ocupa três ministérios no governo Lula e mantém uma forte liderança política em nível municipal, controlando mais de 200 prefeituras, a maior base entre todos os partidos no Estado. Esse duplo posicionamento não apenas fortalece o poder de barganha de Kassab em nível nacional, mas também lhe confere autonomia para definir seus movimentos em São Paulo.
A ausência do PSD fará com que o PT perca acesso a uma vasta rede de influências municipais, formada por prefeitos, vereadores e líderes regionais. Por outro lado, essa situação favorece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que não terá Lula como concorrente no maior colégio eleitoral do Brasil. Assim, Kassab se mantém firme em sua decisão, fechando as portas para o PT e reforçando sua posição política em São Paulo.
Fonte: Oeste












