O Memorial do Holocausto do Rio de Janeiro, localizado no Parque Yitzhak Rabin, foi reinaugurado em março com a exposição ‘Faces da Resistência – Mulheres no Holocausto’, que estará em cartaz até 14 de abril. A mostra homenageia a luta e a resiliência de 20 mulheres, incluindo escritoras, combatentes e musicistas, que se destacaram em meio à brutalidade da perseguição nazista que resultou na morte de cerca de 20 milhões de pessoas, entre elas 6 milhões de judeus. A exposição, que já passou por países como Estados Unidos, México e Argentina, foi idealizada pelo movimento judaico Hashomer Hatzair.
Um dos destaques é a eslovaca Haviva Reik, que atuou como paraquedista e foi executada em uma de suas missões. Outra figura importante é Vitka Kempner-Kovner, que participou da sabotagem de um trem alemão. A revolta do Gueto de Varsóvia também é relembrada, com Zivia Lubetkin liderando a resistência e conseguindo escapar. A exposição também faz menção a mulheres como a poeta húngara Hannah Senesh, que lutou para resgatar judeus e acabou capturada e morta pelos nazistas.
Além disso, a filósofa Hannah Arendt, que fugiu da Alemanha e se tornou uma voz crítica da banalidade do mal, é lembrada por sua resistência intelectual. A vice-presidente da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, Suzana Bennesby, destaca que a mensagem da exposição é universal: essas mulheres não foram apenas vítimas, mas também heroínas que enfrentaram o nazismo em várias frentes, salvando vidas e desafiando o opressor. O memorial, com sua localização privilegiada, serve como um lembrete do sofrimento do povo judeu e da importância de preservar a memória para que atos de violência e opressão não se repitam.
Fonte: Oeste












