A Pershing Square, liderada pelo investidor Bill Ackman, apresentou na terça-feira uma proposta para fusão de seu veículo de aquisição com a Universal Music Group (UMG), visando a listagem da gravadora nos Estados Unidos. A oferta, que combina dinheiro e ações, avalia a UMG em cerca de 30,40 euros por ação, resultando em um prêmio de 78% em relação ao último fechamento de 17,10 euros. O valor total da transação chega a 55,75 bilhões de euros (aproximadamente R$ 64,31 bilhões), conforme cálculos da Reuters.
A UMG, famosa por artistas de renome como Taylor Swift, Billie Eilish e Drake, não se manifestou imediatamente sobre a proposta. Após o anúncio, as ações da UMG listadas em Amsterdã tiveram um aumento de cerca de 13% nas negociações iniciais, enquanto o maior acionista, o Bolloré Group, viu suas ações subirem 6%.
A iniciativa da Pershing Square surge após a UMG ter adiado um plano de listagem nos Estados Unidos, que havia sido definido em um acordo anterior com a gestora. Ackman destacou em carta aos diretores da UMG que a gestão atual está realizando um trabalho “excelente”, mas as ações têm apresentado um desempenho fraco desde a abertura de capital em 2021. Entre os fatores citados estão a incerteza sobre a participação de 18% do Bolloré Group e o uso pouco eficiente do balanço da empresa.
A proposta não vinculante sugere que a SPARC Holdings, da Pershing, se fundiria com a UMG, criando uma nova corporação registrada em Nevada e listada na Bolsa de Nova York. Michael Ovitz, ex-presidente da Walt Disney Company, ocuparia a presidência do conselho da UMG, de acordo com a Pershing Square. Os acionistas da UMG receberiam um total de 9,4 bilhões de euros em dinheiro e 0,77 ações da nova empresa para cada ação que possuem atualmente. A parte em dinheiro da proposta seria financiada pela Pershing com recursos de detentores de direitos da SPARC, dívida e recursos líquidos provenientes da participação da empresa no Spotify. A operação deve ser concluída até o final do ano, e a Pershing Square é a quarta maior acionista da UMG, com uma participação de 4,7%.
Fonte: G1







