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Autorização ambiental é necessária para criação de pacas; investimento alto

A criação de pacas (Cuniculus paca), um roedor nativo da América e parente da capivara, tem ganhado destaque entre os produtores rurais que buscam diversificar suas atividades. Contudo, esse tipo de criação exige autorização ambiental, visto que as pacas são animais da fauna silvestre. Em Minas Gerais, por exemplo, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) é o órgão responsável pela emissão dessa autorização, que envolve a elaboração de um projeto técnico assinado por profissionais habilitados, como biólogos ou veterinários. O processo burocrático pode levar até um ano para ser finalizado.

O investimento inicial para um criadouro com 15 matrizes é estimado em cerca de R$ 60 mil, mas projetos maiores podem ultrapassar R$ 400 mil, considerando a infraestrutura necessária. As baias devem ter aproximadamente 30 m², com mini piscinas para o bem-estar dos animais e caixas-ninho que simulem tocas. A dieta das pacas é variada e inclui frutas, legumes e uma mistura seca de farelos, sendo necessário um manejo sanitário rigoroso.

A reprodução das pacas é lenta, com uma gestação que dura até quatro meses, resultando na maioria das vezes em apenas um filhote. O mercado para a carne de paca é promissor, com frigoríficos pagando cerca de R$ 100 por quilo do animal vivo, embora a viabilidade econômica dependa da escala de produção. Além disso, a venda de matrizes para outros criadores pode ser uma opção lucrativa, com preços entre R$ 2.500 e R$ 3.000 por animal. A carne de paca é apreciada por sua maciez e sabor, frequentemente comparado ao da carne suína, e o planejamento prévio é essencial para garantir o retorno financeiro do investimento.

Fonte: G1

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