O deputado federal Guilherme Derrite, do Partido Progressista (PP), estava prestes a retornar ao Partido Liberal (PL) para concorrer ao Senado por São Paulo. Contudo, essa expectativa foi frustrada pelo presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, em um impasse que se desenrolou nas últimas semanas. Informações de bastidores revelam que Derrite havia iniciado negociações e recebeu a promessa de um espaço na chapa majoritária do PL. O acordo visava assegurar o número 222, que é altamente valorizado entre os candidatos do partido, por sua associação à identidade eleitoral do PL. Entretanto, a articulação não se concretizou, pois Valdemar optou por um plano diferente para a disputa ao Senado, resultando na permanência de Derrite no PP.
Esse episódio reflete uma tendência mais ampla dentro do PL, onde nomes alinhados a uma ala pragmática estão sendo priorizados em detrimento de candidatos identificados com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão de Valdemar Costa Neto é coerente com a lógica que tem se mostrado em outras situações, onde figuras que eram favoritas entre os bolsonaristas perderam espaço nas disputas ao Senado. Um exemplo citado é o do coronel Mello Araújo, vice-prefeito de São Paulo, que era o preferido de Bolsonaro, mas deve ser preterido em favor de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. Além disso, outros candidatos bolsonaristas, como Marcos Pollon (MS), Carlos Jordy (RJ) e Hélio Lopes (RR), também estão em risco de não integrar as chapas estaduais, a menos que a cúpula do PL mude de ideia.
Fonte: Oeste







