A Polícia Federal está investigando uma complexa rede de fundos financeiros supostamente criada por Ascendino Madureira Garcia, que é apontado como operador tático de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Garcia, conhecido como Dino, teria estruturado mecanismos para ocultar e transferir valores da instituição, conforme informações divulgadas pelo portal UOL. Desde 2018, ele atua na Master Corretora e foi alvo de buscas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura o uso de fundos ligados a Vorcaro para desvio de recursos do banco.
Dino já havia sido investigado anteriormente na Operação Fundo Fake, em 2020, por suspeitas de envolvimento em organização criminosa e corrupção. Em janeiro deste ano, a PF realizou novas buscas baseadas em informações repassadas pelo Ministério Público Federal de São Paulo e pelo Banco Central, destacando a importância de Dino para desvendar como o Banco Master utilizava fundos para ocultar patrimônio e transferir valores a terceiros.
A defesa de Dino refutou as acusações, afirmando que ele nunca integrou a gestão ou controle de instituições financeiras sob investigação. No entanto, as investigações revelaram que cerca de R$ 500 milhões de fundos de aposentadoria de servidores públicos teriam sido desviados sob a administração da antiga Foco, onde Dino atuava como braço direito de Benjamin Botelho, outro investigado. A ligação de Dino com as gestoras de fundos e suas transações com Vorcaro sugerem uma estrutura sofisticada para a movimentação e ocultação de recursos, que continua sendo alvo de apuração pela Justiça. As investigações ainda estão em andamento, e a sociedade aguarda por esclarecimentos sobre esses graves episódios de corrupção.
Fonte: Oeste












