Home / Brasil / Irã mantém bloqueio no Estreito de Ormuz em meio a tensões regionais

Irã mantém bloqueio no Estreito de Ormuz em meio a tensões regionais

O Estreito de Ormuz continua fechado nesta quarta-feira, 8, apesar do anúncio de uma trégua entre os Estados Unidos e o Irã. O governo iraniano decidiu manter o bloqueio naval em represália aos recentes ataques israelenses contra o grupo terrorista Hezbollah, no Líbano. Segundo informações da agência Associated Press, a ofensiva israelense em Beirute atingiu áreas civis, resultando em pelo menos 112 mortes, o que abalou o acordo de paz estabelecido há poucas horas.

A Casa Branca manifestou preocupação com a manutenção do fechamento, exigindo a liberação imediata da passagem. Donald Trump enfatizou que a abertura do canal é imprescindível para que o cessar-fogo de 14 dias se mantenha. No entanto, o Conselho de Segurança Nacional do Irã desmentiu as afirmações de Washington, alegando que os Estados Unidos concordaram em permitir que o controle da via permanecesse sob a gestão iraniana.

Informações sobre o tráfego na região são contraditórias. A TV estatal do Irã anunciou que um navio conseguiu cruzar o estreito com autorização, enquanto fontes do setor de navegação afirmam que a situação permanece anormal. Há relatos de que a Marinha do Irã ameaçou destruir qualquer embarcação que tente atravessar o local sem a autorização do regime.

Dados de satélite indicam que apenas dois navios gregos e um cargueiro chinês conseguiram passar pela área desde terça-feira, 7. O governo iraniano sinalizou a possibilidade de suspender o bloqueio total até sexta-feira, 10, desde que as negociações de paz avancem. Até lá, a passagem dependerá de acordos bilaterais específicos, como aqueles que Teerã mantém com a Índia e o Iraque.

O bloqueio impacta diretamente o comércio global de energia. A transportadora alemã Hapag-Lloyd alertou que o tráfego levará pelo menos seis semanas para se normalizar após a resolução da crise. O vice-presidente americano, J. D. Vance, classificou a trégua como “frágil”, dada a continuidade das hostilidades na região. Enquanto líderes mundiais pedem cautela, a troca de mísseis e drones entre os países do Golfo persiste, aumentando a tensão e a prontidão militar para possíveis retaliações em larga escala.

Fonte: Oeste

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *