Beirute, 9 de abril – O deputado do Hezbollah, Ali Fayyad, declarou nesta quinta-feira que o grupo se opõe a quaisquer negociações diretas com Israel. Fayyad enfatizou que o governo libanês deve exigir um cessar-fogo como condição prévia antes de dar qualquer passo adicional nas conversações. A posição do Hezbollah reflete uma postura firme contra a normalização das relações com o Estado israelense, sendo um reflexo das tensões históricas entre os dois lados. A declaração de Fayyad surge após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ter afirmado que orientou seu gabinete a iniciar diálogos diretos com o Líbano. Essa movimentação é vista com ceticismo por líderes do Hezbollah, que acreditam que Israel não tem a intenção de resolver a situação de forma justa. Além disso, Fayyad ressaltou que a posição do governo libanês deve também priorizar o retorno das tropas israelenses de volta a seu território e a repatriação dos deslocados para suas casas. Essas questões são cruciais para o Hezbollah, que se apresenta como defensor da soberania libanesa e dos direitos dos cidadãos deslocados pela ocupação. A tensão entre o Líbano e Israel permanece elevada, e a rejeição do Hezbollah a diálogos diretos indica a continuidade do impasse na região.
Fonte: Al‑Monitor











