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Arrecadação federal atinge recorde, mas déficit supera R$ 1 trilhão

A arrecadação federal alcançou um patamar inédito em 2025, totalizando R$ 2,8 trilhões, conforme dados da Receita Federal. Esse é o melhor resultado desde o início da série histórica em 1995, refletindo um crescimento de 3,6% em termos reais em relação a 2024, já descontada a inflação. No entanto, essa boa notícia é ofuscada por um déficit nominal que se mantém alarmante, superando R$ 1 trilhão pelo terceiro ano consecutivo, fechando 2025 com um rombo de R$ 1,076 trilhão. Os números do Banco Central, que considera União, Estados, municípios e estatais, revelam que a situação das contas públicas é preocupante, uma vez que em 2023 e 2024 o déficit também ultrapassou essa marca, com R$ 1,074 trilhão e R$ 1,065 trilhão, respectivamente.

Um gráfico divulgado pelo Instituto Millenium destaca que, enquanto a arrecadação cresceu de R$ 1,8 trilhão em 2021 para R$ 2,8 trilhões em 2025, o déficit nominal saltou de R$ 64,7 bilhões para mais de R$ 1 trilhão. Para o Instituto, esse cenário demonstra um problema estrutural nas contas públicas, onde a arrecadação aumenta, mas o rombo continua a se expandir. A entidade questiona a capacidade do governo em cortar gastos e critica a manutenção de um elevado gasto público sem a devida responsabilidade fiscal.

Além disso, a Dívida Bruta do Governo Geral atingiu 78,7% do PIB, equivalente a R$ 10 trilhões, aumentando em 7 pontos porcentuais durante o governo atual. O Tesouro Nacional apontou que a Dívida Pública Federal encerrou 2025 com R$ 8,65 trilhões, a maior alta anual desde 2015, com projeções que indicam que esse número pode chegar a R$ 10,3 trilhões em ano eleitoral. Essa situação exige uma análise crítica das políticas fiscais adotadas, que não têm conseguido equilibrar as contas do país.

Fonte: Oeste

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