O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, fez uma declaração polêmica durante uma sessão no tribunal, onde afirmou ter ouvido do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que entre 32 e 34 parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) estariam recebendo uma ‘mesada do jogo do bicho’. Mendes não apresentou nenhuma prova para sustentar suas acusações, o que levanta sérias dúvidas sobre a veracidade das informações. A fala do ministro ocorreu em um momento em que se discutia se a eleição para um mandato-tampão no estado deveria ser direta ou indireta, e a sessão foi suspensa após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Gilmar Mendes, em seu discurso, expressou preocupação com a situação política do Rio de Janeiro, afirmando que o estado estaria ‘longe de Deus’ e ‘próximo das milícias e do crime’. Essas declarações não apenas carecem de evidências, mas também parecem ser parte de uma narrativa que visa deslegitimar a atuação de parlamentares e desestabilizar o ambiente político local. O pedido de vista feito por Flávio Dino sugere que o STF deve aguardar a conclusão do julgamento do ex-governador Cláudio Castro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de tomar uma decisão sobre as eleições.
Além disso, a discussão no STF foi marcada por divisões, com o ministro André Mendonça antecipando seu voto a favor das eleições indiretas, em meio a um ambiente de incerteza política. A presidente do TSE, Cármen Lúcia, criticou a atuação do STF ao analisar o caso antes da conclusão do tribunal eleitoral. Enquanto isso, Cristiano Zanin defendeu a realização de eleições diretas, refletindo a polarização entre os ministros. A situação no Rio de Janeiro continua tensa, e a falta de provas nas declarações de Gilmar Mendes só aumenta as incertezas sobre a política local.
Fonte: Oeste












