Recentemente, a empresa de Marcos Molina, que deu carona ao ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF), foi mencionada em um documento de alerta de inteligência financeira relacionado ao Banco Master. De acordo com as informações, o frigorífico, um dos maiores do Brasil, recebeu R$ 400,9 milhões da instituição financeira em um período de oito meses. A MBRF, empresa de Molina, declarou que realiza várias operações de câmbio com diversas instituições financeiras e que o Banco Master foi apenas uma entre elas, enfatizando que não mantém conta corrente no banco e não realizou investimentos através dele.
A empresa rejeitou qualquer interpretação que sugira irregularidades nas operações de recebimento de exportações, enquanto Gilmar Mendes optou por não se pronunciar sobre o assunto. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) está investigando as movimentações financeiras da empresa entre julho de 2024 e março de 2025, em meio a uma análise que aponta transações suspeitas, como movimentações em benefício de terceiros sem justificativa clara e transações em espécie que indicam fracionamento.
Os repasses feitos pelo Banco Master, que foi liquidado em novembro, são parte de um montante de R$ 38 bilhões que entraram na Marfrig durante esse período. É importante ressaltar que Molina é um dos fundadores da Marfrig, que se fundiu com a BRF em 2025, formando a MBRF, da qual ele é presidente do Conselho. Além disso, a Marfrig é uma das chamadas ‘Campeãs Nacionais’, que receberam apoio do governo Lula entre 2007 e 2009, com quase R$ 1 bilhão injetados pelo BNDES. Essa relação entre o setor privado e o governo gera questionamentos sobre a transparência nas operações financeiras e o potencial conflito de interesses envolvendo figuras públicas como o ministro Gilmar Mendes.
Fonte: Oeste










