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Banco Central da França repatria ouro armazenado nos EUA

Recentemente, o Banco Central da França anunciou a repatriação de suas reservas de ouro que estavam armazenadas nos Estados Unidos. Segundo informações confirmadas pela instituição, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, foram vendidas 129 toneladas de ouro, correspondendo ao total guardado no Federal Reserve, em Nova York. Essa operação resultou em um ganho de capital significativo, totalizando US$ 12,8 bilhões, e as novas barras de ouro adquiridas estão agora localizadas em Paris.

O Banco Central francês argumenta que essa movimentação não possui motivações geopolíticas, mas sim técnicas, visando a modernização e padronização do ouro conforme as normas internacionais. Contudo, analistas apontam que o momento da repatriação coincide com um período de tensões políticas e comerciais entre o governo Trump e a Europa, o que levanta questionamentos sobre as reais intenções por trás da decisão. As barras que estavam em Nova York eram consideradas obsoletas, datando da década de 1920, e não atendiam mais aos atuais padrões de pureza e peso exigidos no comércio internacional.

Além disso, dados recentes indicam que, pela primeira vez desde 1996, os bancos centrais estão acumulando mais ouro do que títulos da dívida pública dos Estados Unidos, refletindo uma crescente confiança no metal precioso em tempos de incerteza econômica. O ouro é visto como um investimento seguro, especialmente em momentos de crise. Nos últimos meses, a elevação da dívida soberana americana e as tensões geopolíticas têm aumentado a demanda por ouro, levando a uma valorização significativa do metal. Com isso, a França se junta a uma tendência global de repatriação de reservas de ouro, destacando a importância estratégica desse ativo em um cenário econômico instável.

Fonte: G1

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