O procurador-geral da República, Paulo Gonet, declarou que a investigação sobre possíveis ligações de ministros do Supremo Tribunal Federal com Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, ocorrerá somente se surgirem indícios de crime. Vorcaro está atualmente em negociações para um acordo de delação premiada na Polícia Federal em Brasília. Em entrevista, Gonet enfatizou que “investigação pressupõe indício de crime”, o que sugere que, até o momento, as informações disponíveis sobre as relações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Vorcaro não motivaram qualquer ação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Vorcaro foi preso em 4 de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que teve a autorização do ministro do STF, André Mendonça. Ele foi detido após tentativas de fuga, o que levantou suspeitas das autoridades. O Banco Central posteriormente decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master devido a fraudes, com prejuízos estimados em mais de R$ 50 bilhões.
Nos últimos meses, surgiram informações sobre as conexões de Vorcaro com ministros do STF. No caso de Moraes, um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro, veio à tona. Já em relação a Toffoli, a relação envolve um resort que era de propriedade de familiares do ministro. O foco na relação de Vorcaro com as autoridades e suas conexões com o STF continua a ser um tema de grande interesse público, especialmente considerando a gravidade das denúncias e a necessidade de transparência no sistema judicial brasileiro.
Fonte: Oeste







