O vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, fez um convite ao ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, para que ele atue na coordenação de um museu e participe da criação de uma nova universidade no município fluminense. Essa decisão vem à tona mesmo após Almeida ter sido indiciado em novembro de 2026 por importunação sexual, um caso que gerou bastante repercussão nas redes sociais e na mídia. Vale lembrar que Almeida foi exonerado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro de 2024, em decorrência das acusações levantadas contra ele, que envolvem depoimentos de mulheres, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Quaquá, em um registro feito nas redes sociais, revelou que se reuniu recentemente com Almeida e outros convidados em um hotel em São Paulo, onde formalizou o convite para que Almeida coordene o ‘Museu da Escravidão Negra no Atlântico e da Contribuição Africana ao Brasil e ao Mundo’ e ajude na criação da UniMar, a nova universidade em Maricá. Almeida, apesar das acusações, parece confortável com o convite e compartilhou a postagem de Quaquá em seu Instagram. Ele, que já se defendeu das acusações afirmando que as alegações são tentativas de ‘apagamento’, continua a ser uma figura polêmica no cenário político brasileiro, levantando questões sobre a cultura do cancelamento e a verdadeira defesa da justiça e da verdade nos debates públicos. Essa situação destaca a controvérsia em torno das alianças políticas no Brasil, onde o apoio a figuras indiciadas se torna uma prática comum entre lideranças de certos partidos.
Fonte: Oeste











