O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou que a fila de espera para benefícios, incluindo aposentadorias e pensões, diminuiu de 3,1 milhões para 2,7 milhões em março deste ano. No entanto, a instituição reconhece que a fila ainda é equivalente ao número registrado em março de 2025. O INSS destacou que alcançou um ‘recorde de desempenho’ ao concluir 1,625 milhão de processos em março, mas a entrada constante de novos pedidos, que atingiu uma média de 61 mil por dia, impede uma redução mais significativa na fila. O órgão explicou que é necessário que a análise de pedidos supere a quantidade de novas solicitações para que a fila diminua de forma consistente.
Além disso, o dia da divulgação das informações coincidiu com a demissão do presidente do INSS, Gilberto Waller, que foi substituído por Ana Cristina Viana Silveira. Fontes indicam que a mudança foi motivada pela pressão sobre o governo devido à situação das filas do INSS, que poderão ser utilizadas em futuras campanhas eleitorais. Antes de sua saída, Waller havia declarado que a redução da fila era resultado de um trabalho focado em aumentar a produtividade e no atendimento ao cidadão.
Para enfrentar o problema, o INSS implementou diversas estratégias, como a nacionalização da fila de análise, permitindo que servidores de diferentes regiões trabalhem em processos com maior tempo de espera, além de promover mutirões de análise e criar grupos de trabalho especializados. Essas ações visam garantir equidade e eficiência na análise dos pedidos. No entanto, a pressão sobre o sistema permanece alta, refletindo as dificuldades de gestão do órgão sob a atual administração.
Fonte: G1












