A Polícia Federal (PF) confirmou nesta segunda-feira (13) que um delegado brasileiro que atua no Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos foi fundamental para a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) em Orlando, na Flórida. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, destacou que essa colaboração faz parte de um acordo de cooperação entre as autoridades brasileiras e agências norte-americanas. O delegado mencionado atua em Miami e emitiu alertas sobre Ramagem, que foram cruciais para sua detenção.
Ramagem foi preso por questões migratórias e levado a um centro de detenção nos EUA, com autoridades brasileiras sendo notificadas da prisão ao meio-dia, no horário de Brasília. Ele é um ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e deixou o Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado, em uma trama que visava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
Segundo a PF, Ramagem deixou o Brasil clandestinamente, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana antes do término de seu julgamento, e seguiu para os Estados Unidos. Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição de Ramagem foi formalmente encaminhado ao governo dos EUA. Paralelamente, aliados de Ramagem afirmavam que ele pretendia solicitar asilo político.
Enquanto está no exterior, o ex-deputado enfrentou sanções administrativas e políticas. Em 18 de dezembro de 2025, seu mandato foi cassado pela Câmara dos Deputados, que também cancelou seu passaporte diplomático e bloqueou seus vencimentos parlamentares, conforme determinação do STF.
Fonte: G1










