Grandes empresas de tecnologia estão direcionando investimentos para o setor de energia nuclear nos Estados Unidos, buscando desenvolver reatores menores, mais avançados e escaláveis em comparação com usinas nucleares tradicionais. O foco está nos pequenos reatores modulares (SMRs), impulsionados pela crescente demanda de eletricidade para data centers de inteligência artificial. Esses centros, que armazenam e processam grandes volumes de dados, estão se tornando alvos de iniciativas que visam proibir sua construção em algumas regiões dos EUA, levando a uma busca urgente por fontes de energia confiáveis.
Recentemente, a Meta firmou um acordo para financiar a construção de duas unidades nucleares da Terrapower, com capacidade de até 690 megawatts. A empresa, controladora do Instagram, Facebook e WhatsApp, também estabeleceu um contrato com a Oklo para desenvolver um campus de energia nuclear de 1,2 gigawatts. Paralelamente, a Amazon está colaborando com a X-energy para implementar pequenos reatores nucleares que totalizarão 5 GW de potência até 2039. O Google, por sua vez, anunciou um compromisso com a Kairos Power para iniciar a operação de seu primeiro pequeno reator nuclear modular até 2030.
Embora nenhuma geradora nuclear tenha iniciado a produção comercial de eletricidade nos EUA, a demanda crescente de energia para alimentar data centers está revitalizando o setor. Os acordos com essas gigantes da tecnologia oferecem uma garantia de receita que pode facilitar o financiamento de projetos nucleares, conforme destacado por analistas do setor. A Administração de Informação Energética dos EUA prevê um aumento de 1% na demanda de eletricidade este ano, com um crescimento projetado de 3% no próximo, em grande parte impulsionado pela necessidade de energia para data centers.
Os pequenos reatores modulares se apresentam como uma solução mais viável, devido à sua escalabilidade e cronogramas de construção mais curtos, que minimizam o risco financeiro. Especialistas indicam que a disposição das grandes empresas de tecnologia em assumir riscos pode ser decisiva para o avanço do setor nuclear nos Estados Unidos, atraindo investidores institucionais em um campo que historicamente depende de apoio governamental.
Fonte: G1







