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Esquema de lavagem de dinheiro com funkeiros movimentou R$ 1,6 bilhões

A Polícia Federal (PF) desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava funkeiros e influenciadores digitais para dar aparência legítima a recursos oriundos do tráfico de drogas, apostas ilegais e rifas virtuais, movimentando mais de R$ 1,6 bilhão em dois anos. A operação, chamada Narco Fluxo, foi deflagrada recentemente e teve como foco a estrutura financeira do grupo, que segundo investigações, seria liderado por Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP.

A PF identificou que empresas do setor musical e de entretenimento eram empregadas para misturar receitas legais com valores ilícitos. O delegado regional de Polícia Judiciária, Marcelo Maceira, destacou que a escolha de funkeiros com grande número de seguidores nas redes sociais facilitava a movimentação de grandes quantias sem levantar suspeitas das autoridades. Os recursos ilegais eram camuflados como pagamentos por publicidade, provenientes de atividades ilícitas como tráfico de drogas e rifas ilegais.

Os envolvidos adquiriram bens de alto valor, como imóveis e veículos de luxo, utilizando as redes sociais para ostentar suas riquezas e atrair novos usuários para plataformas ilegais. O grupo ainda utilizava técnicas como “smurfing”, com transferências fracionadas para dificultar o rastreamento dos recursos. Além disso, a organização recorria a ativos digitais, como o criptoativo Tether, para remessas internacionais e ocultação de patrimônio.

Dentre os alvos da operação, está também o funkeiro MC Poze do Rodo, que foi alvo de mandado de prisão e é mencionado como vinculado a estruturas financeiras para circulação de recursos ilícitos. A operação envolveu mais de 200 policiais federais, cumprindo 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados. Durante as diligências, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos. Os investigados poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Fonte: Oeste

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