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Indicação de Kevin Warsh para o Fed gera polêmica no Senado dos EUA

A indicação de Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, enfrenta novos desafios após a revelação de que seu patrimônio ultrapassa os US$ 100 milhões, cerca de R$ 500 milhões. A falta de transparência em sua declaração financeira gerou preocupações entre os senadores, que questionam possíveis conflitos de interesse. A senadora democrata Elizabeth Warren criticou as inconsistências nas divulgações e solicitou o adiamento da audiência de confirmação, prevista para a próxima terça-feira (21). Warren enfatizou que a audiência não deveria avançar até que todas as informações financeiras fossem esclarecidas. “É essencial entender essas relações e garantir que eventuais conflitos sejam resolvidos antes de qualquer posse”, afirmou. A documentação de Warsh, que conta com 69 páginas, revela um portfólio robusto, mas de difícil avaliação precisa, com investimentos significativos em fundos e consultorias. Contudo, muitos desses ativos não foram detalhados devido a cláusulas de confidencialidade, o que alimentou ainda mais as críticas no Congresso. As regras de ética do Fed, que foram endurecidas em 2022, proíbem certos tipos de investimentos, mas a declaração de Warsh mostra exposição a empresas de tecnologia e finanças digitais. A resistência à sua confirmação também vem de senadores republicanos, como Thom Tillis, que afirmou que só apoiará a nomeação após a conclusão de uma investigação do Departamento de Justiça sobre o atual presidente do Fed, Jerome Powell. O governo Trump busca confirmar Warsh até 15 de maio, data em que Powell encerra seu mandato, mas a falta de clareza nas informações pode complicar esse cronograma.

Fonte: G1

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