A contagem dos votos nas eleições presidenciais do Peru apresentou uma reviravolta dramática na última quarta-feira. Com 91% das cédulas processadas pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), o esquerdista Roberto Sánchez, do partido Juntos por el Perú, subiu da sexta para a segunda posição, ultrapassando o ultraconservador Rafael López Aliaga, do Renovação Popular. Essa mudança de posição coloca Sánchez em uma situação favorável para o segundo turno que ocorrerá em 7 de junho, onde enfrentará Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, que atualmente lidera as eleições com 16,99% dos votos. Durante esta contagem, Sánchez destacou a importância do movimento popular e das regiões andinas, insinuando que qualquer contestação ao resultado poderia ser considerada uma fraude se não apresentasse evidências concretas. A ascensão de Sánchez é vista por muitos como um reflexo do descontentamento popular com as opções mais conservadoras, sugerindo um possível fortalecimento das correntes mais progressistas na política peruana. À medida que a campanha para o segundo turno avança, será crucial observar como os eleitores reagirão a essa nova dinâmica e quais estratégias cada candidato adotará para conquistar o apoio necessário para vencer a eleição.
Fonte: MercoPress












