O ex-ministro da Fazenda, Paulo Guedes, fez duras críticas à política fiscal atual do governo federal, afirmando que os níveis de gastos ultrapassam aqueles registrados durante a crise sanitária de 2020. Durante uma palestra em São Paulo, Guedes destacou que a gestão fiscal está frouxa, o que resulta em um aumento da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que chegou a 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em fevereiro deste ano. Ele argumentou que, quando as contas públicas não são mantidas sob controle, a moeda tende a se desvalorizar e os juros a subir, o que impacta negativamente o crescimento econômico.
Guedes, que encerrou seu mandato com a dívida em 71,7% do PIB ao final de 2022, afirmou que o governo atual já gastou mais do que deveria, referindo-se ao que chamou de ‘fiscalidade pandêmica sem pandemia’. Em sua análise, a disciplina fiscal é essencial para garantir um crescimento econômico robusto, com potencial para ultrapassar 3% ao ano. Ele alertou que a pressão de gastos excessivos sobre as contas públicas pode levar a uma elevação dos juros, afetando a atividade econômica e o investimento.
Para o ex-ministro, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 projeta um cenário preocupante, com a dívida pública podendo alcançar 87,8% do PIB até 2029. Ademais, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a dívida brasileira pode atingir cerca de 100% do PIB no início do próximo governo, evidenciando a urgência de uma reavaliação das políticas fiscais atuais.
Fonte: Oeste







