Na noite de sexta-feira, 17, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que poderá encerrar o cessar-fogo com o Irã, a menos que um acordo de longo prazo seja firmado até a próxima quarta-feira, 22. Durante uma coletiva a bordo do Air Force One, Trump afirmou: “Talvez eu não o estenda, mas o bloqueio vai continuar. Infelizmente, teremos que começar a lançar bombas novamente”. Ele também mencionou que recebeu “notícias muito boas” sobre a situação no Oriente Médio em relação ao Irã, embora não tenha fornecido mais detalhes.
No dia seguinte, o regime iraniano anunciou a retomada do fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, intensificando as tensões na região. Este fechamento segue a decisão dos Estados Unidos de manter o bloqueio naval aos portos iranianos, o que, segundo um porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbia, resultou em um controle rigoroso sobre a navegação no estreito.
O estreito é fundamental para o comércio global de petróleo, e a recente interrupção das atividades aumentou os preços da commodity em nível mundial. Informações indicam que três navios iranianos conseguiram deixar o Golfo Árabe com 5 milhões de barris de petróleo bruto, os primeiros embarques desde o início do bloqueio americano.
A situação continua a ser uma prioridade nas conversas de paz mediadas pelo Paquistão, enquanto líderes da França e do Reino Unido buscam alternativas para a normalização da passagem no estreito, sem a participação dos Estados Unidos. A postura firme de Trump em relação ao Irã e a manutenção do bloqueio refletem uma estratégia de pressão para garantir a segurança e os interesses americanos na região.
Fonte: Oeste










