O presidente em exercício do Brasil, Geraldo Alckmin, se mostrou hesitante em relação à chamada “taxa das blusinhas” durante uma conversa com jornalistas no Palácio do Planalto neste sábado, 18. Alckmin declarou que não se posiciona nem contra nem a favor da medida, enfatizando que a decisão final caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontra em viagem na Europa. Essa indecisão ocorre em um contexto em que o próprio Alckmin havia mencionado, dias antes, a necessidade de tal taxa para a manutenção de empregos no país.
A taxa das blusinhas foi criada pelo governo Lula e incide sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas por consumidores brasileiros em plataformas estrangeiras. A medida, aprovada com o apoio do Ministério da Fazenda, surgiu em resposta a queixas de empresários que sentiam uma “invasão” de produtos estrangeiros de baixo valor, principalmente da China. No entanto, na última semana, o presidente Lula criticou publicamente a taxa, chamando-a de desnecessária.
Além disso, novos ministros do governo, como José Guimarães e Guilherme Boulos, manifestaram apoio à revogação da medida, aumentando a incerteza sobre o futuro da taxa. De acordo com dados da Receita Federal, essa taxa arrecadou R$ 425 milhões em janeiro de 2025, uma alta de 25% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando R$ 5 bilhões ao longo do ano passado. Esse cenário revela um dilema que o governo precisa enfrentar, equilibrando a arrecadação com as demandas do setor produtivo e a satisfação do consumidor.
Fonte: Oeste









