Parlamentares e aliados do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, manifestaram sua indignação em relação ao pedido do ministro Gilmar Mendes para que o governador seja incluído no inquérito das fake news do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa movimentação surge após a divulgação de vídeos satíricos que fazem referência à Corte. Os críticos consideram essa ação como desproporcional e afirmam que o inquérito tem sido utilizado como um instrumento de pressão política contra opositores. O caso já foi encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. O deputado Carlos Jordy afirmou que o pedido representa uma tentativa de censura e que a inclusão de Zema no inquérito, por conta de conteúdo satírico, reforça as críticas sobre os limites da atuação do STF. O partido Novo também se posicionou contra a investigação, alegando que ela tem sido utilizada de forma indevida durante os últimos sete anos e confirma a percepção de que algumas autoridades se tornam intocáveis. O senador Eduardo Girão, por sua vez, qualificou a reação do Judiciário a um vídeo satírico como ilegal e vergonhosa. Ele ainda defendeu que ministros do STF não devem ser considerados intocáveis e sugeriu a possibilidade de pedidos de impeachment contra integrantes da Corte. O deputado Marcel van Hattem também criticou a medida, chamando-a de absolutamente desproporcional e ilegal. O pedido de Gilmar Mendes foi motivado pela circulação de vídeos críticos à Corte, que foram criados com o auxílio de inteligência artificial e publicados nos perfis de Zema. O inquérito das fake news foi instaurado em 2019 por decisão do então presidente do STF, Dias Toffoli, e continua em tramitação, sendo alvo de polêmicas constantes sobre sua legitimidade e uso político.
Fonte: Oeste









