A União Europeia (UE) decidiu expandir suas sanções contra o Irã, incluindo agora aqueles que forem considerados responsáveis pelo bloqueio do Estreito de Hormuz. Essa medida surge em um contexto em que o estreito, um ponto crucial para o transporte de petróleo e gás natural, está praticamente fechado há quase dois meses, gerando grandes perturbações nos mercados globais de energia e commodities, de acordo com informações de dois diplomatas da UE. A situação se agravou após os ataques realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, iniciados em 28 de fevereiro, que resultaram no fechamento efetivo do estreito. Estima-se que cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo passa por essa rota vital. Essa decisão da UE pode intensificar ainda mais as tensões já existentes na região e entre os países ocidentais e o Irã, que já enfrentam uma série de sanções econômicas. O bloqueio do Hormuz representa não apenas um desafio para a economia global, mas também uma ameaça à segurança energética de várias nações. A ampliação das sanções é vista como uma resposta necessária a ações que comprometem a estabilidade do comércio internacional e a segurança dos suprimentos energéticos, refletindo a crescente preocupação com a situação no Oriente Médio.
Fonte: Al‑Monitor












