O regime teocrático do Irã executou quatro homens nesta semana, acusados de ligação com o serviço de inteligência de Israel, o Mossad. De acordo com a agência estatal iraniana Mizan, as autoridades alegam que os condenados atuavam como espiões a serviço do país. Entre os executados está Mehdi Farid, de 48 anos, que foi acusado de fornecer informações confidenciais à inteligência israelense. Além dele, Amirali Mirjafari, Hamed Validi e Mohammad Masoum Shahi também foram executados, todos classificados pelo regime como agentes do Mossad. Essa ação reflete a contínua prática do Irã de usar a pena de morte como uma ferramenta de repressão política, especialmente contra aqueles acusados de espionagem. O país é conhecido por manter um histórico de acusações relacionadas a Israel, frequentemente resultando em sentenças de morte. Somente em 2025, mais de 1.600 pessoas foram executadas, o maior número em mais de três décadas, conforme relatórios de organizações de direitos humanos. Essa elevada taxa de execuções é vista como uma forma de opressão contra minorias e opositores do regime, que frequentemente são alvo de acusações infundadas. A falta de transparência do sistema judiciário iraniano dificulta a verificação dos números reais, aumentando a preocupação internacional sobre os direitos humanos no país.
Fonte: Oeste












