O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu prorrogar por mais 60 dias o inquérito que investiga o influenciador digital Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark. Essa decisão, assinada nesta quarta-feira, 22, atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que solicitou mais tempo para concluir as investigações e elaborar o relatório final. O inquérito foi instaurado após os eventos de 8 de janeiro de 2023, que resultaram em medidas como o bloqueio de perfis em redes sociais e a preservação de dados de contas que supostamente teriam promovido conteúdos que incentivavam as manifestações.
Os desdobramentos do caso incluem ordens do ministro para que plataformas digitais bloqueassem canais associados a Monark e fornecessem informações cadastrais. A Rumble, plataforma que atualmente está proibida de operar no Brasil por decisão de Moraes, está entre as afetadas. A PF, em manifestação apresentada ao STF, justificou a prorrogação devido ao elevado volume de material digital coletado durante a investigação. Relataram que enfrentaram dificuldades técnicas para baixar e organizar os arquivos, além de limitações no sistema da Corte, que não permite downloads em massa.
Apesar dessas dificuldades, a PF informou que a equipe de análise já está trabalhando no material organizado e que a elaboração da Informação de Polícia Judiciária está em estágio avançado, buscando atender às expectativas do ministro. Essa situação levanta preocupações sobre a liberdade de expressão e o uso de autoridade judicial para silenciar vozes dissidentes no Brasil.
Fonte: Oeste











