O Tribunal de Contas da União (TCU) analisou e validou o gasto de R$ 350 milhões realizado pelo governo Lula para o aluguel de cruzeiros que serviram como hospedagem durante a COP30, ocorrida em novembro passado em Belém. A análise foi motivada por uma representação do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que levantou questões sobre possíveis irregularidades nesse contrato, mas o TCU concluiu que a despesa era válida e necessária.
A Secretaria Especial da COP30 firmou o contrato com a Embratur, que, por sua vez, contratou a empresa Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda. O valor total pago foi de R$ 350,2 milhões, com navios das renomadas empresas Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros. O governo justificou essa medida devido à falta de leitos disponíveis em Belém para acomodar o aumento do número de visitantes, tanto nacionais quanto internacionais, durante o evento.
O empresário Marcelo Cohen, dono da Qualitours, é associado ao banqueiro Daniel Vorcaro, embora Vorcaro negue ser proprietário do Hotel Botanique em Campos do Jordão (SP). O TCU, em relatório assinado pelo ministro Bruno Dantas, considerou a atuação do governo Lula “razoável e plausível”, afirmando que buscou viabilizar a operação de hospitalidade diante das limitações estruturais da cidade-sede.
Os ministros do TCU unanimemente decidiram que a representação apresentada era improcedente, destacando que a contratação foi vantajosa, já que o custo final ficou abaixo do teto estimado de R$ 454 milhões. Além disso, a opção escolhida foi considerada economicamente mais eficiente em comparação ao afretamento direto, que exigiria um pagamento antecipado significativo.
Dessa forma, o TCU reforçou a legitimidade do gasto, evidenciando a necessidade de soluções criativas em meio à crise fiscal que o país enfrenta.
Fonte: Oeste












