Na última quinta-feira, 23, o preço do petróleo registrou um aumento significativo, alcançando US$ 106,08 por barril do tipo Brent, o valor mais elevado em mais de duas semanas. Essa alta de 4,09% foi observada às 21h15 de quarta-feira, hora de Brasília, representando a maior cotação desde 7 de abril. A valorização do petróleo se deu em meio ao anúncio de um cessar-fogo unilateral pelos Estados Unidos, que aguarda uma proposta do Irã. No entanto, o regime iraniano já negou a possibilidade de um acordo de trégua. A situação é ainda mais complexa, pois ambos os países mantêm bloqueios navais no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o escoamento da produção mundial de petróleo e gás, representando cerca de 20% dessa produção. Recentemente, a Guarda Revolucionária do Irã reteve dois petroleiros na região, levando o Comando Central dos EUA (Centcom) a restringir a circulação de 31 navios, complicando ainda mais o transporte de combustível. Essa incerteza no abastecimento contribuiu para a elevação dos preços do Brent, que, às 8h30 da quinta-feira, operava a US$ 103,03, com uma alta de 1,06%. O petróleo WTI também seguiu a tendência de alta, subindo 4,55% e alcançando US$ 97,19. O negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, condicionou a paz ao fim do bloqueio econômico, considerando a estratégia dos EUA como uma forma de intimidação e violação do cessar-fogo. Enquanto isso, o pessimismo afetou o mercado financeiro na Ásia, com índices como o CSI300 e a Bolsa de Tóquio apresentando quedas significativas. A Bolsa de Seul foi a única a registrar alta, com um aumento de 0,90%.
Fonte: Oeste












