O crescimento das apostas ilegais no Brasil já corresponde a quase 50% do mercado de jogos, segundo um levantamento da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL). O presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que não se surpreendeu com a recente prisão de mais de 30 pessoas, incluindo o cantor MC Ryan SP, acusadas de lavagem de dinheiro e estelionato digital. Plínio destacou que as apostas clandestinas podem movimentar entre R$ 29,6 bilhões a R$ 37 bilhões, considerando o faturamento das operadoras licenciadas. Ele alertou que qualquer empresa que não possua credenciamento oficial é vista como potencial participante do crime organizado, especialmente em um cenário marcado por fraudes. As operações policiais, como a Narco Fluxo, têm revelado a conexão entre plataformas de apostas e o crime organizado, motivando a Polícia Federal a intensificar as investigações. As apostas ilegais frequentemente superam as regulamentadas, conforme indicam pesquisas de mercado, embora os dados exatos sejam difíceis de mensurar. Em resposta ao crescimento das apostas clandestinas, a ANJL lançou uma campanha de conscientização, em parceria com o Ministério do Esporte, focada em educar o público sobre os riscos e a ilegalidade dessas práticas. Para Plínio, o aumento da tributação sobre as operadoras regulares pode acentuar a migração de apostadores para o mercado ilegal, prejudicando ainda mais a competitividade das empresas que atuam dentro da lei.
Fonte: Oeste











