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Desigualdade salarial: mulheres recebem 21,3% menos que homens no Brasil

De acordo com o 5º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as mulheres no Brasil recebem, em média, 21,3% menos que os homens no setor privado. Apesar do aumento na participação feminina no mercado de trabalho, a desigualdade salarial permanece inalterada. Desde a implementação da Lei de Igualdade Salarial em 2023, o emprego feminino cresceu 11%, totalizando 8 milhões de trabalhadoras. No mesmo período, o número de mulheres negras empregadas aumentou 29%, mas a disparidade salarial continua a ser um problema persistente. A diferença salarial é ainda mais alarmante quando analisada por raça; mulheres negras têm uma remuneração média significativamente inferior em comparação às mulheres não negras. O relatório revela que, enquanto as mulheres ganham, em média, R$ 3.965,94, os homens recebem R$ 5.039,68. Além disso, as mulheres negras apresentam os menores rendimentos, indicando uma interseccionalidade preocupante entre gênero e raça. Embora tenha havido progresso em iniciativas de apoio ao trabalho feminino, como jornadas flexíveis e auxílio-creche, essas medidas ainda são insuficientes para combater a desigualdade salarial. O cenário atual exige que as empresas cumpram rigorosamente as diretrizes da Lei da Igualdade Salarial e adotem práticas que garantam a equidade de remuneração, combatendo a discriminação no ambiente de trabalho. O governo, por meio de ações e políticas, busca promover a igualdade de gênero e assegurar que homens e mulheres recebam salários justos por trabalho igual.

Fonte: G1

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