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Agência marítima da ONU rejeita taxas de passagem no Estreito de Ormuz

O chefe da agência marítima da ONU declarou na última segunda-feira que não existe ‘base legal’ para a imposição de taxas de passagem para embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz. Essa declaração ocorre em um contexto de intensificação das tensões na região, especialmente após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no final de fevereiro, que resultaram em um cerco ao tráfego marítimo na estreita passagem.

Desde a escalada do conflito, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, o que resultou em uma drástica redução nos fluxos de petróleo e gás da região, provocando um aumento acentuado nos preços internacionais dessas commodities. A situação se agrava com o bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, que limita ainda mais as opções de exportação do Irã.

Além disso, o governo iraniano manifestou seu desejo de implementar taxas de trânsito como parte de um eventual acordo de paz duradouro, o que poderia complicar ainda mais as negociações futuras. A rejeição da ONU a essas taxas é um indicativo de que a comunidade internacional está atenta às manobras de Teerã, mas também reflete a importância estratégica do Estreito de Ormuz para a economia global. O estreito é vital para o transporte de uma grande parte do petróleo mundial, e qualquer perturbação nessa rota pode ter repercussões significativas para os mercados globais.

Fonte: Al‑Monitor

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