Durante o último fim de semana, o sudoeste da Colômbia foi palco de uma série de ataques armados que resultaram em pelo menos 21 mortes e 56 feridos. As autoridades locais relataram um total de 31 ações violentas atribuídas a um grupo guerrilheiro em três departamentos da região. O Ministério da Defesa colombiano destacou que a explosão mais devastadora ocorreu no Departamento do Cauca, onde as vítimas foram concentradas. O governo do presidente Gustavo Petro, que tem um histórico como ex-guerrilheiro, denunciou essas ações como resultado de uma dissidência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), liderada por Iván Mordisco. O governo classificou as ofensivas como uma resposta a operações militares na área, caracterizando-as como crimes de guerra. O Cauca, conhecido por seu envolvimento na produção de drogas, enfrenta constantes ameaças de grupos armados, especialmente em tempos eleitorais. Em resposta aos ataques, Petro rotulou os responsáveis como ‘terroristas’ e ordenou às Forças Armadas que intensificassem as operações contra esses indivíduos. Desde 2022, o presidente tem buscado estabelecer acordos com essas facções sem sucesso. Em uma nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou os atentados, expressando solidariedade às famílias das vítimas e deixando claro que não há brasileiros entre os feridos ou mortos. O Brasil reafirmou seu apoio a um processo eleitoral livre e pacífico na Colômbia, uma iniciativa endossada por diversas organizações internacionais. O cenário de violência que permeia a região, especialmente em momentos críticos, destaca a necessidade de uma resposta firme e resolutiva contra esses grupos armados.
Fonte: Oeste








