Em um movimento estratégico, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a liberação de aproximadamente R$ 12 bilhões em emendas parlamentares, às vésperas da sabatina de Jorge Messias, advogado-geral da União, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Essa ação visa garantir apoio político necessário para a aprovação de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O montante empenhado demonstra o comprometimento do governo em destinar recursos para pagamentos futuros, dos quais R$ 10,7 bilhões estão incluídos nos R$ 17,3 bilhões que são obrigatórios até o final do primeiro semestre, conforme estipulado na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026. O cronograma prevê que 65% das emendas, tanto individuais quanto de bancada, sejam direcionadas a áreas como saúde e assistência social, através das chamadas ‘emendas Pix’, que não têm destinação fixa. Até o momento, o governo já se comprometeu com mais de 58% do total previsto para o semestre, intensificando seus esforços políticos para garantir votos favoráveis à indicação de Messias ao STF, que necessita de pelo menos 14 votos na CCJ e 41 no plenário. A sabatina está agendada para esta quarta-feira, 29. O processo se desenrola em meio a atritos entre o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que preferia outro nome para a vaga, demonstrando a intensa articulação política em curso. O PL, maior bancada do Senado, foi o partido que mais recebeu recursos, enquanto outros partidos também foram beneficiados, evidenciando a compra de apoio político por parte do governo.
Fonte: Oeste












