O setor público consolidado, que abrange o Governo Central, estados, municípios e empresas estatais, alcançou uma despesa com juros nominais de R$ 1,08 trilhão no período de 12 meses encerrado em março de 2026. Este valor representa um crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, quando os encargos eram de R$ 935 bilhões. Proporcionalmente, os gastos com a dívida aumentaram de 7,77% para 8,35% do Produto Interno Bruto (PIB) em um ano, evidenciando a pressão fiscal que se intensifica sob a gestão atual. Em março, os juros nominais somaram R$ 118,9 bilhões, um aumento considerável em relação aos R$ 75,2 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior. O Banco Central atribuiu essa elevação ao maior número de dias úteis no mês, ao aumento do estoque da dívida líquida e às operações de swap cambial, que geraram uma perda de R$ 6,5 bilhões no período. O déficit nominal, por sua vez, alcançou R$ 1,21 trilhão, representando 9,41% do PIB, um aumento de 0,94 ponto percentual em relação ao mês anterior. O cenário fiscal se torna cada vez mais preocupante, com a Dívida Bruta do Governo Geral atingindo R$ 10,4 trilhões, equivalente a 80,1% do PIB. A trajetória de endividamento público se mantém ascendente, refletindo a ineficácia das políticas econômicas implementadas e a necessidade urgente de reformas que possam reverter esse quadro alarmante.
Fonte: Oeste












