Na estreia do filme ‘Roya’ em Berlim, a equipe iraniana fez um apelo emocionado para que o povo iraniano ‘não seja esquecido’. O filme retrata o sofrimento e a angústia de um prisioneiro político na prisão de Evin, em Teerã. A diretora Mahnaz Mohammadi, de 51 anos, comparou a ‘existência do povo iraniano hoje’ à vida insuportável vivida pela protagonista do filme, Roya, que enfrenta a opressão e a injustiça de um regime autoritário. Em entrevista à AFP durante a exibição, Mohammadi destacou a gravidade da situação, afirmando que prisioneiros iranianos estão sendo executados a cada quatro a seis horas no país, ‘sem justiça’. A situação dos direitos humanos no Irã tem sido alarmante, com relatos constantes de repressão brutal a qualquer forma de dissentimento. A equipe do filme busca, com sua obra, aumentar a conscientização sobre as atrocidades cometidas pelo regime iraniano e a necessidade urgente de apoio ao povo que sofre sob essa tirania. O filme ‘Roya’ não apenas ilumina a experiência individual de seus personagens, mas também serve como um poderoso lembrete da luta contínua por liberdade e dignidade em um contexto de opressão sistemática. É fundamental que a comunidade internacional não ignore as vozes daqueles que estão sendo silenciados e que façam esforço para pressionar por mudanças significativas no Irã.
Fonte: Al‑Monitor









