A Agrishow, a maior feira de tecnologia agrícola do Brasil, encerrou sua edição de 2026 com uma significativa queda de 22% no volume de negócios, totalizando R$ 11,4 bilhões, ou R$ 3,2 bilhões a menos em comparação a 2025. Esse resultado reflete um panorama desafiador enfrentado pelo setor, que já apresentava uma queda de 20% nas vendas de máquinas e implementos agrícolas no primeiro trimestre, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Dentre os fatores que contribuíram para essa redução estão as altas taxas de juros que dificultam o acesso ao crédito, a baixa nos preços das commodities, o aumento da inadimplência no campo e os impactos da guerra no Oriente Médio, que elevaram os custos de produção. O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, destacou que os agricultores enfrentam um cenário de aumento dos custos de produção sem a correspondente valorização dos preços, resultando em margens de lucro reduzidas. Embora a feira tenha visto ruas menos movimentadas, o número de visitantes se manteve estável em 197 mil. Representantes de algumas empresas, como a Massey Ferguson, relataram um desempenho positivo em seus estandes, desafiando a tendência negativa do setor. Eles implementaram estratégias de atratividade, como condições especiais de financiamento e descontos, para incentivar as vendas, o que resultou em uma movimentação recorde. A Agrishow é um evento estratégico para o setor agro, recebendo a visita de figuras políticas importantes que buscam aproximação com o agronegócio, o que ressalta a relevância da feira mesmo em tempos difíceis. A próxima edição está agendada para ocorrer entre 26 e 30 de abril de 2027.
Fonte: G1






