O Primeiro Comando da Capital (PCC) foi acusado de transportar grandes quantidades de dinheiro em espécie para Brasília utilizando helicópteros e jatos fretados. A Polícia Civil de São Paulo identificou o esquema criminoso após analisar dados do celular de João Gabriel Yamawaki, considerado o operador financeiro da facção. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.
De acordo com os investigadores, os valores eram originários do empresário Adair Antônio de Freitas Meira, que supostamente utilizava a fintech 4TBANK para lavar o dinheiro por meio de boletos fraudulentos. Após os pagamentos serem creditados na conta da empresa, Yamawaki retirava as quantias em dinheiro e enviava os pacotes para a capital federal via aérea.
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) indicam movimentações significativas que tentavam ocultar a origem dos recursos. Em um caso específico, a enteada de Yamawaki sacou R$ 1,38 milhão em notas em um curto período, com indícios de que o dinheiro seria entregue a Meira assim que o voo chegasse a Brasília. A polícia registrou encontros em aeroportos e postos de gasolina para coordenar essas entregas, evidenciando a logística do crime.
A defesa de Adair Meira nega qualquer ligação com o crime organizado, afirmando que ele não pode ser responsabilizado por atos de terceiros e questionando a validade das provas apresentadas. A Operação Contaminatio resultou na solicitação de prisão de seis indivíduos envolvidos no núcleo político e financeiro da facção, sendo que o Ministério Público acredita que o esquema tinha como objetivo financiar candidaturas e expandir a influência do PCC em órgãos públicos. O caso continua sob análise da Justiça, enquanto a perícia investiga os conteúdos dos celulares apreendidos.
Fonte: Oeste



