O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, apresentou sua visão sobre a necessidade de privatização total das empresas estatais. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, realizada no último domingo, Zema argumentou que os recursos obtidos com as vendas das estatais poderiam ser utilizados para quitar a dívida pública brasileira. Ele enfatizou que essa medida não apenas reduziria os juros, mas também melhoraria as condições financeiras das famílias brasileiras.
Além de sua proposta de privatização, Zema destacou a importância de realizar reformas administrativas e da Previdência. Ele criticou a gestão do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-a de ‘gastança’ e prometeu trabalhar para acabar com essa prática. O ex-governador também afirmou que a revisão de benefícios sociais aliada às reformas propostas contribuiria para a diminuição das expectativas de juros no país.
Atualmente, a Dívida Bruta do Governo Geral é de aproximadamente R$ 10,4 trilhões, representando 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o maior índice desde julho de 2021. Zema garantiu que a implementação de suas propostas poderia resultar em uma economia de R$ 10 trilhões ao longo de 20 anos.
Em relação à sua atuação em Minas Gerais, Zema se posiciona como um exemplo de equilíbrio fiscal, mencionando que o Estado passou de um déficit de R$ 11 bilhões para um superávit de R$ 4 bilhões em 2024. No cenário eleitoral, pesquisas recentes indicam que Zema está em uma posição competitiva, empatando com Lula e o senador Flávio Bolsonaro em possíveis cenários de segundo turno. Uma pesquisa da Quaest revelou que 52% dos eleitores mineiros aprovam sua gestão no Estado.
Fonte: Oeste



