Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) indica que a implementação da Tarifa Zero no transporte público em capitais e regiões metropolitanas poderia resultar em uma economia de R$ 45,6 bilhões por ano para os passageiros. Com a isenção da tarifa, os trabalhadores teriam mais recursos disponíveis, que poderiam ser direcionados para gastos em supermercados, farmácias e serviços locais, promovendo assim uma circulação maior de dinheiro na economia.
O estudo, financiado pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero, analisa os impactos dessa medida não apenas na mobilidade urbana, mas também como um potencial instrumento de redistribuição de renda, dinamização econômica e redução das desigualdades sociais. O professor Thiago Trindade, coordenador da pesquisa, destaca que a gratuidade beneficiaria mais proporcionalmente as famílias de baixa renda, especialmente aquelas que residem em áreas periféricas.
Os pesquisadores também comentam sobre a resistência a essa política, apontando que interesses de classe podem influenciar a oposição à Tarifa Zero. A pesquisa sugere que, sem a tarifa, as pessoas teriam liberdade de circulação, algo que alguns setores da sociedade podem ver como uma ameaça.
Além disso, um estudo anterior propôs que as empresas contribuíssem com um valor fixo mensal por funcionário para financiar a Tarifa Zero, o que poderia gerar cerca de R$ 80 bilhões por ano, evitando a necessidade de novos impostos.
Os pesquisadores ressaltam que, apesar da resistência, a Tarifa Zero tem o potencial de simplificar o acesso ao transporte público e promover uma maior inclusão social, combatendo as desigualdades existentes.
Fonte: G1







