No Irã, um grupo clandestino está contrabandeando terminais da Starlink, tecnologia de internet via satélite da SpaceX, para driblar o apagão digital imposto pelo regime. Um membro do grupo, que se apresenta com o nome fictício de Sahand, relatou sua preocupação com a segurança de seus contatos no país, temendo represálias do governo. O Irã enfrenta um dos mais longos bloqueios de internet do mundo, com a situação se agravando após ataques aéreos dos EUA e Israel em fevereiro. O governo argumenta que o desligamento da internet é uma medida de segurança, mas a população se vê privada de informações independentes, dependendo apenas da narrativa estatal. Os terminais da Starlink, que possibilitam acesso à internet por meio de satélites, estão se tornando uma opção vital. Sahand e sua rede têm enviado esses aparelhos ao Irã desde janeiro, com a estimativa de que existem cerca de 50 mil terminais no país. Apesar das leis severas que penalizam o uso e a distribuição desses dispositivos, a demanda por eles persiste, especialmente em canais como o Telegram. O governo iraniano tem prendido pessoas que tentam adquirir a tecnologia, alegando que são agentes de espionagem. Isso demonstra a repressão do regime à liberdade de expressão e à informação. Sahand afirma que a operação é financiada por iranianos no exterior que desejam ajudar a população a ter acesso a informações verdadeiras sobre a situação no país. Ele destaca a importância de compartilhar o que realmente acontece no Irã, afirmando que a internet é uma ferramenta crucial para essa mudança. A luta pela liberdade de informação persiste, mesmo diante dos riscos e desafios impostos pelo regime autoritário.
Fonte: G1







