Em uma movimentação recente, a defesa do perito Eduardo Tagliaferro protocolou um pedido de suspensão da ação penal que o envolve, alegando supostas violações de sigilo funcional. A petição foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e destaca irregularidades que comprometem a legitimidade do processo. Os advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira argumentam que a citação de Tagliaferro foi feita de maneira inadequada, por edital, ao invés de uma carta rogatória, apesar de o STF conhecer o endereço do perito na Itália. Eles ressaltaram que houve um pedido de extradição à República Italiana, o que reforça que a citação poderia ter sido realizada de maneira correta. Além disso, a defesa contestou a alegação de Moraes de que a Defensoria Pública da União (DPU) teria abandonado o caso, afirmando que continuaram a atuar tecnicamente, apresentando embargos e alegando nulidades. A DPU, por sua vez, se recusa a defender Tagliaferro, citando abusos no processo, enquanto Moraes insiste na manutenção do órgão no caso. Outro ponto levantado pelos advogados diz respeito à imparcialidade de Moraes, que teria acumulado funções de acusado, investigador e juiz, o que, segundo eles, comprometeu a imparcialidade da ação penal, aproximando-a de uma estrutura inquisitorial. A defesa solicita que o plenário do STF se manifeste sobre a constitucionalidade da continuidade do processo sob essas circunstâncias, pedindo também a manifestação da Procuradoria Geral da República antes de qualquer decisão sobre a questão.
Fonte: Oeste







