O governo federal lançou na última segunda-feira (4) o novo pacote Desenrola 2.0, com o objetivo de auxiliar na renegociação de dívidas e aliviar o endividamento das famílias brasileiras. Apesar do anúncio, os principais bancos do país ainda não estabeleceram um cronograma para o início das operações. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que o setor está preparado, mas as instituições financeiras consultadas pelo portal G1 afirmaram que estão aguardando definições operacionais e ajustes em seus sistemas.
O novo programa permitirá que famílias com renda de até cinco salários mínimos e dívidas de até R$ 15 mil em atraso possam renegociar suas pendências, com descontos que podem chegar a 90% do valor da dívida e juros de até 1,99% ao mês. Os canais de acesso ao programa serão os aplicativos, sites e agências das instituições financeiras.
O Itaú Unibanco, por exemplo, confirmou que está pronto para oferecer as renegociações assim que finalizadas as questões técnicas de conexão com o Fundo Garantidor de Operações (FGO). O Santander também manifestou sua intenção de participar, destacando a importância de iniciativas que beneficiem a saúde financeira da população.
Outros bancos, como Bradesco, Banco do Brasil e Nubank, estão se preparando para implementar o programa, mas ainda dependem de autorizações e regulamentações governamentais. A expectativa é que, assim que tudo estiver definido, os clientes possam acessar as ofertas de renegociação através dos canais digitais de cada instituição. Essa iniciativa do governo visa promover a reorganização financeira das famílias e mitigar os impactos do endividamento, uma questão que afeta milhões de brasileiros atualmente.
Fonte: G1












