O sistema brasileiro de pagamento instantâneo, o PIX, se tornará um dos principais tópicos na reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, marcada para esta quinta-feira (7). A investigação comercial, solicitada por Trump em julho de 2025, foca na suposta prática desleal do Brasil em relação a serviços de pagamento eletrônico. Embora o termo ‘PIX’ não tenha sido explicitamente mencionado, a administração Trump expressou preocupações sobre as práticas do Brasil em relação a serviços de comércio digital e pagamentos eletrônicos. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil estaria favorecendo seus próprios serviços de pagamento eletrônico, o que poderia ser visto como uma ameaça à concorrência com empresas americanas como Visa e Mastercard. Especialistas argumentam que a investigação não apresenta fundamentos sólidos para questionar a eficácia do PIX, que é gratuito para pessoas físicas e barato para empresas, representando uma concorrência significativa para as operadoras de cartão de crédito. Ademais, o futuro lançamento do PIX Internacional, que visa facilitar pagamentos entre países do Brics, pode estar gerando apreensão nas autoridades americanas, pois poderia comprometer a hegemonia do dólar. A resistência dos EUA a inovações como o PIX reflete um contexto mais amplo de atritos geopolíticos e comerciais, onde o sucesso do sistema brasileiro é visto como uma vitrine para inovação em pagamentos digitais, desafiando o domínio de empresas americanas no mercado global. Com isso, a reunião entre os presidentes deve abordar as implicações do PIX nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, destacando a importância do sistema para a soberania econômica do Brasil e sua posição no cenário internacional.
Fonte: G1












