O governo federal lançou o novo Desenrola Brasil, uma iniciativa que visa facilitar a renegociação de dívidas, estender prazos de pagamento e ampliar o acesso ao crédito para pequenos negócios. Importante ressaltar que a nova fase do programa também passa a beneficiar empresas, especialmente micro e pequenas, que são fundamentais para a geração de empregos no país.
O Desenrola Empresas traz mudanças significativas nas políticas de crédito, como as do Pronampe e do Procred, que agora apresentam regras mais flexíveis. Entre as principais inovações está a ampliação do prazo de carência para as microempresas, que poderá chegar a 24 meses, permitindo que os empresários reorganizem suas finanças antes de iniciar os pagamentos. O prazo total de financiamento também foi ampliado, podendo alcançar 96 meses, o que ajuda a diluir o valor das parcelas e reduzir a pressão sobre o fluxo de caixa.
Outro ponto positivo é o aumento da tolerância a atrasos, que passa de 14 para 90 dias, reconhecendo que oscilações temporárias financeiras são comuns entre pequenos empreendedores. Além disso, o limite de crédito disponível foi elevado, permitindo que empresas possam solicitar até 50% do faturamento anual, com um teto de R$ 180 mil, e até 60% para microempresas lideradas por mulheres.
Para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, as mudanças no Pronampe são igualmente significativas, com ampliação no prazo de carência e aumento do limite máximo de crédito para R$ 500 mil. Essa iniciativa visa garantir que essas empresas consigam substituir dívidas onerosas por financiamentos mais acessíveis.
O Fundo Garantidor de Operações (FGO) é um dos principais elementos do Desenrola Empresas, pois protege os bancos ao assumir parte das perdas em caso de inadimplência, permitindo que os bancos ofereçam juros mais baixos. As empresas interessadas poderão acessar as condições diretamente nas instituições financeiras, sem a necessidade de um cadastro centralizado. O programa também mantém frentes voltadas à renegociação de dívidas para famílias, estudantes e agricultores, funcionando de forma paralela às iniciativas para empresas.
Fonte: G1








