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Putin realiza desfile reduzido do Dia da Vitória temendo ataques da Ucrânia

Neste sábado, 9 de maio, a Rússia celebrou uma versão reduzida do tradicional desfile do Dia da Vitória na Praça Vermelha, em Moscou, em meio a preocupações com possíveis ataques da Ucrânia e à crescente tensão no conflito que se arrasta desde 2022. O desfile, que prestigia a vitória soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, este ano não contou com a presença de tanques ou equipamentos militares pesados, marcando uma diferença significativa em relação a celebrações anteriores.

Em vez disso, o Kremlin optou por exibir em telões sistemas de armamentos estratégicos, incluindo o míssil balístico intercontinental Yars, o submarino nuclear Arkhangelsk, o sistema antiaéreo S-500, o caça Sukhoi Su-57 e drones utilizados na guerra da Ucrânia. A segurança foi intensificada, com soldados armados e bloqueios de trânsito em diversas áreas do centro de Moscou. O governo russo advertiu que qualquer tentativa de ataque ucraniano durante a celebração resultaria em uma resposta severa.

O presidente Vladimir Putin, que acompanhou o desfile ao lado de veteranos soviéticos, defendeu novamente a invasão da Ucrânia, referindo-se a ela como uma ‘operação militar especial’. Em um discurso, ele afirmou que os soldados russos estão enfrentando uma ‘força agressiva’ armada e apoiada pela OTAN. A celebração também contou com a participação de tropas norte-coreanas que atuam na região de Kursk.

Enquanto isso, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ironizou as ameaças russas, publicando um decreto simbólico que ‘autorizava’ o desfile, afirmando que as armas ucranianas não mirariam a Praça Vermelha. Em um desenvolvimento adicional, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova trégua de três dias entre Rússia e Ucrânia, apoiada por ambas as partes, enquanto o clima em Moscou continua tenso, com relatos de especulações sobre possíveis ameaças ao regime de Putin.

Fonte: Oeste

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